Jesus e a física quântica

          Nos dias 19 e 20 de maio de 2017 participei da quarta Conferência Ciência e Fé, sendo esta minha terceira participação neste evento, que é promovido pela Igreja Sara Nossa Terra, na sede mundial em Brasília - Brasil, cujo tema foi "A física e a metafísica iluminando a existência).
  Dentre os conferencistas encontravam-se Gerald Schroeder (Gerald Schroeder), que abordou a temática "Os fenômenos por trás das pragas do Egito, da abertura do Mar Vermelho e da destruição de Sodoma e Gomorra",   Antônio Delson (Antônio Delson Conceição de Jesus), sob o tema "Quem governará a terra",  Robson Rodovalho (Robson Rodovalho), versando sobre o "efeito antrópico" e Ricardo Sayeg (Ricardo Hasson Sayeg), abordando o tema "o direito quântico".
     O Dr. Schroeder apresentou a forma como Deus utiliza a natureza para realizar seus feitos sobrenaturais, mesmo sendo estes flagelos como as pragas do Egito e a destruição de Sodoma e Gomorra ou de libertação ou resgate, como foi a abertura do Mar Vermelho. No caso das pragas do Egito, ele mostra Deus exercendo seu poder e caráter ao máximo ante ao faraó, que era considerado por seu povo e por si mesmo como um deus. O poder do verdadeiro Deus era demonstrado na intensidade das pragas enquanto que Seu caráter era demonstrado na permissão do livre arbítrio concedido a faraó, o qual permitiu que este, não mais pudesse duvidar que estava tratando com uma força mais poderosa e verdadeira, que seus magos e sacerdotes ainda não conheciam.
  Deus havia preparado Moisés desde sua infância para cumprir sua árdua missão, ele havia crescido junto ao faraó Ramsés II, pois apesar de ser judeu, fora criado pela irmã de Ramsés, que o encontrou ainda bebê numa cesta que flutuava no rio Nilo, escapando da ordem do rei para limitar a população judia no Egito, ordenando matar os meninos recém nascidos, segundo estratégia de sua mãe. Aos quarenta anos, após matar um feitor egípcio que espancava um judeu, o faraó Seth I, pai de Ramsés, ordena a captura de Moisés, mas seu filho e irmão de criação de Moisés, providencia sua fuga, vindo ele a viver em Midiã, onde foi ministrado por Jetro, sacerdote da cidade, vindo a se casar com sua filha Zípora.


Moisés é resgatado do Rio Nilo pela filha do faraó Seth I

     Moisés presencia o primeiro milagre, ao ver uma sarsa que ardia em fogo sem se consumir, da qual ouviu a ordem de Deus para retornar ao Egito a fim de libertar seu povo. Ao chegar ao Egito, descobre que Seth I havia sido morto e Ramsés II governava a nação. Ramsés convidou Moisés para ajudá-lo a governar, mas este recusou e passou a lhe pedir para que deixasse seu povo a fazer sacrifício ao seu Deus no deserto, pois não podiam fazer este sacrifício na cidade, porque os animais do holocausto eram divindades da religião egípcia. 

   Moisés insistia com o faraó, mas este não autorizava o deslocamento dos judeus para o deserto, então Moisés é orientado por Deus a avisá-lo que se não deixasse seu povo partir para o deserto, sobreviriam pragas aos egípcios, mas faraó duvidava e as pragas vinham e assolavam os egípcios, mas estas cessavam quando faraó permitia a partida dos judeus, mas vendo as pragas cessarem, voltava atrás em sua palavra e não permitia a partida, sobrevindo pragas cada vez mais destruidoras, porém os judeus eram protegidos destas pragas no arraial de Gosén, onde moravam. Relutou faraó dez vezes e dez pragas assolaram o Egito, até que vindo a última praga, que foi a matança dos primogênitos e vendo seu próprio filho morrer, deixa os judeus partirem, porém, mais uma vez se arrepende e manda seu exército persegui-los, quando os judeus são socorridos por Deus, com a abertura do mar vermelho, que separa Egito de Canaã, tendo os judeus atravessado o mar e o mesmo engolido o exército do Egito.


Moisés e a travessia do Mar Vermelho (Mar de Juncos)

   O físico e rabino Gerald Schroeder descreve a forma como Deus age sobre os fenômenos físicos, químicos e biológicos naturais para fazê-los provocar os feitos sobrenaturais e assim fazer prevalecer Sua vontade, o mesmo ocorreu com a travessia do rio Jordão, com a derrubada das muralhas de Jericó, com a destruição de Sodoma e Gomorra. A BBC Brasil publicou uma matéria sobre este tema em sua página eletrônica (link: A travessia do Mar Vermelho e outras passagens dos Dez Mandamentos que a ciência explica)

    A presença de partículas subatômicos (física quântica) a produzirem grandes feitos materiais (física clássica, cartesiana e newtoniana) foi a característica mais visível nos grandes milagres descritos no Velho Testamento desde o dilúvio até a lepra do rei Uzias, mas estaria o atual estágio de conhecimento científico capacitado para alcançar os mistérios de Deus? Apocalipse 10:7.
  O Dr. Antônio Delson, em sua explanação sobre corpos celestes que representam riscos à vida na terra, devido estarem em rota de colisão com nosso planeta,  apresentou diversos estudos e gráficos de monitoramento dos mesmos, demonstrando os meios que os governos dispõem para alterar as suas rotas, evitando a colisão, como o uso de mísseis a alvejá-los, sugerindo o uso do superpotente míssil recém desenvolvido pela Rússia, denominado Satan II, capaz de levar dezesseis ogivas termonucleares, totalizando 40 mega-toneladas de poder explosivo, o que significa que cada uma dessas ogivas tem um poder de destruição 125 maior que as que foram lançadas em Hiroshima e Nagasaki, ou seja, um potencial suficiente para arrasar o estado do Texas, a Inglaterra ou a região sul do Brasil mais o estado do Rio de Janeiro.


Míssil russo Satan II, a mais destrutiva arma construída.

    Certamente Deus nos orientou a buscar o conhecimento, humano e científico, do grego popular koiné do grego culto gnosis ou ciência, ou filosoficamente epistéme (Provérbios 2:2-7, 3:13-14, 1 Corintios 1:25-31, Efésios 1:17-18) e da mesma forma, obviamente, o conhecimento do Seu caráter, fonte de toda sabedoria e conhecimento, este conhecimento superior ou divino, epignosis (João 1:1, 14, João 8:31-32 Lucas 4:9-23, Efésios 4:14, 2 Corintios 10:5) que molda, prepara e desenvolve, segundo Sua vontade, aqueles que se entregam inteiramente a esta vontade, por isso costumamos dizer que Deus não usa os capacitados, mas capacita os escolhidos.

 Nenhuma pessoa sensata pode ignorar os inúmeros benefícios que o conhecimento científico (gnosis) tem proporcionado ao bem estar das pessoas, na área da saúde, transporte, conforto, produção de alimentos, etc, bem como o divino (epignosis) , porém, o uso cauteloso e equilibrado destes dois conhecimentos, que provêm da mesma fonte é que evitará que enveredemo-nos por terrenos pantanosos e escuros.
   Segundo o Professor Augustus Nicodemos, da Universidade Presbiteriana Mackenzie: “Ciência e Teologia nos dizem coisas diferentes acerca da mesma coisa. Cada uma delas, quando coerente com suas próprias e autênticas capacidades, provêm perspectivas válidas sobre a natureza da realidade de pontos-de-vista diferentes. É tarefa dos indivíduos e das comunidades integrar estas duas percepções para obter uma visão coerente e adequada da realidade”.
    A conjunção ciência e fé teve grande impulso nas últimas duas décadas do século passado, com o surgimento de diversas associações e sociedades com este fim na Europa e América, tais como o Centro de Teologia e Ciências Naturais da Faculdade de Berkeley, Califórnia, a Sociedade Europeia para o Estudo da Ciência e Teologia - ESSSAT, o Fórum da Ciência e da Religião, da Universidade Bispo Grosseteste, em Lincoln, Inglaterra, conferências Ciência e Fé que são realizadas por Igrejas evangélicas no Brasil, além da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano.
   O grande perigo nesta tênue discussão é naufragar no mar do panteísmo, onde Deus é o mundo e o mundo é Deus. Nunca devemos tirar do nosso horizonte a certeza que, apesar de Sua intransponível grandeza, Deus é uma pessoa, um ser pensante dotado de sentimentos e sentidos e nunca desconsiderando que sendo onipresente não pode se mover e ser movido de sua posição de Criador, em sendo onisciente, nunca imaginarmos que possamos esconder algum engano de seu conhecimento e em sendo onipotente, que jamais ousemos enfrentá-lo.
  A visão ortodoxa da ciência e da religião acabou por desenvolver o sistema compartimentalista, onde ambos entendem que tratam de assuntos totalmente distintos, contudo o advento da física quântica, quando entendido em todas suas nuances, acabou-se por confluir estes pensamentos para o sistema complementarista, com o entendimento de que a ciência necessita de um solo seguro onde possa se desenvolver, este solo é a fé judaico-cristã. 
 A religião judaico-cristã, ao contrário das religiões orientais, de fato se tornou este terreno seguro ao longo dos séculos, pois nesta a idolatria às coisas, animais, plantas, astros celestes e outras obras da natureza estava explicitamente descartadas, ao contrário das religiões orientais. Este desindeusar da natureza acabou por liberar toda a existência para ser objeto de estudo, o próprio Deus judaico-cristão não só permite mas recomenda que o estudemos. Como consequência desta visão, onde o universo, a terra e o próprio Deus estavam à disposição dos circunlóquios humanos, tanto a ciência quanto a filosofia ocidental acabaram por prevalecer e influenciar todos os demais povos do planeta, o que se reflete na realidade que hoje vivenciamos.
    Felizmente, ante a constatação desta confluência, hoje Deus está sendo levado às mais diferentes áreas de atividades humanas, como é o caso do Direito, que foi o tema tratado pelo Dr. Ricardo Sayeg nesta Conferência Internacional Ciência e Fé Brasília 2017. O livro "Direito Quântico: Ensaio sobre o fundamento da ordem jurídica" do professor Godofredo da Silva Teles Júnior, obra-prima brasileira, não mereceu a devida atenção de sua comunidade acadêmica, como costuma ocorrer a quase todos os cientistas, pesquisadores e descobridores nacionais, pois desde os tempos coloniais a sociedade brasileira costuma ir atrás de penúltima moda europeia, conforme citou o professor e advogado Juarez Rogério Félix em sua matéria sobre o tema publicado no Boletim de notícias Conjur (link: Direito Quântico: medida da liberdade humana).
  A justiça humana, segundo as perspectivas do Direito Quântico, deve estar alinhada com os princípios físicos e éticos quânticos, por conseguinte, os princípios jurídicos ora vigentes, lastreados pela visão da física clássica cartesiana e newtoniana, necessitam ser remodelados segundo uma visão subatômica e quântica, na qual diversas nuances outrora desconsideradas, devem merecer novo trato e entendimento. Embora este autor ainda não tivesse conhecimento que está em curso esta apelação em direção aos procedimentos jurídicos, escreveu dois textos, tendo por base a vivência de Jesus na terra e sua própria experiência pessoal, embora não exerça qualquer cargo jurídico, mas embasada nas palavras do divino mestre que disse que a justiça dos homens é como "trapo de imundície" (links:  Justiça dos homens (parte I)  Justiça dos homens (parte II).
  O físico e bispo presidente da Igreja Sara Nossa Terra, Robson Rodovalho abordou o tema "fator antrópico".  Segundo a física e a cosmologia, o fator antrópico estabelece que qualquer teoria sobre o universo deve ser consistente com a existência humana e se divide em duas vertentes: o Princípio Antrópico Forte, que entende que o universo comportou-se de forma a adaptar-se ao homem: "O universo deve apresentar as propriedades que permitem o desenvolvimento da vida, a vida existe porque as constantes fundamentais e as leis de natureza permitiram o seu desenvolvimento, logo a vida existe porque as constantes fundamentais e as leis de natureza devem ser tais que a vida possa existir. Os valores das constantes físicas fundamentais incompatíveis com a vida e a vida inteligente são proibidas". O fator Fraco, afirma que o universo comportou-se de forma a fazer surgir o homem: "Os valores observados em todas as quantidades físicas e cosmológicas não são quaisquer, mas assumem valores submetidos à exigência de que existam lugares no universo onde vida, baseada no carbono, possa evoluir e que o universo seja antigo o suficiente para que essa vida possa existir".
Princípio Antrópico Participativo: um conjunto de outros universos diferentes é necessário para a existência do nosso universo.
Princípio Antrópico Final: O processamento de informação inteligente deve emergir no universo, e, uma vez que ele tenha emergido, nunca desaparecerá.


É inquestionável que o universo desenvolveu-se e funciona de forma inteligente e como consequência gera seres inteligentes



   O cientista britânico Stephen Hawking, defende a tese de que a natureza gera constantemente novos universos diferentes entre si, dos quais poucos geram vida inteligente, enquanto a maioria deles são hostis à vida inteligente ou não.
 A criação segundo o livro de Gênesis não aborda detalhadamente a existência do espaço, limitando-se a descrevê-lo segundo a cronologia da criação, como astros, estrelas, sol e lua, mas dedica a maior atenção à natureza existente na terra e aos elementos que sustentam a vida por aqui, como o sol, o dia, a noite, água, mares, rios, terra, vegetais, animais e o homem, por isso, a Bíblia sem a ciência não pode sustentar nenhuma das visões acima, porém com as descobertas cosmológicas, arqueológicas e geológicas já estabelecidas, a visão que mais se identifica com a informação bíblica é a do fator antrópico forte, embora o fator antrópico fraco também não possa contradizê-la.
  As visões de Stephen Hawking carecem de bases científicas mais sólidas para serem consideradas, pois Hawking tem refeito teorias que ele próprio criou e outras de suas teorias têm encontrado muitas resistências nas comunidades científicas e religiosas, embora seja um físico brilhante.
  A história científica moderna prova que o pensamento filosófico está atrelado ao grau de conhecimento científico, como foi o caso da ascensão queda e  "atomismo lógico" iniciado pelo filósofo inglês no início do século vinte, modificado por Wittgenstein e Rudolf Carnap, o qual ainda estava embasado no pensamento cartesiano, o atomismo estava em plana discussão nas comunidades acadêmicas e juntamente com outras filosofias apoiadas naquele pensamento científico então vigente, acabou por naufragar ante o conhecimento subatômico proporcionado pela descoberta da física quântica, que agora se qualifica para que possamos entender o transcendente (Deus), mas de forma contrária, a visão aparentemente religiosa sobre os princípios antrópicos defendidos pelos cosmólogos John D. Barrow e Frank J. Tipler, inicialmente criticado pela comunidade científica, acabaram por serem os mais aceitos e isso parece nos indicar que o universo conspira não apenas para a criação de um ser inteligente mas também para que o conhecimento seja propagado, como hoje podemos ver com o surgimento da internet, fruto do conhecimento quântico.
  Ditas as ideias acima, podemos adentrar ao cerne da questão que objetivou-me a escrever esta página. Primeiramente, conforme já relatei em diversas outras postagens deste canal, as experiências quânticas ou espirituais que tive, me impossibilitam a desacreditar na versão bíblica tal como está descrita, mas acima de qualquer outro aspecto natural ou sobrenatural acima descrito, nada há de mais impressionante no novo e velho testamentos que a singular natureza de Jesus Cristo.
    Falamos de grandes eventos bíblicos, o Velho Testamento cita cerca de cinquenta e seis impressionantes milagres, contudo nada tem gerado mais discussão entre os religiosos cristãos, judeus e muçulmanos que a natureza ou morfologia de Jesus e tamanha é a importância desta questão, que se Jesus tivesse tão somente feito os milagres que fez, certamente o calendário ocidental não teria sido alterado; o que agrega tanta celeuma à pessoa de Jesus é o fato de sua morte, ressurreição, de ter convivido quarenta dias com seus discípulos após ter sido morto, sua ascensão ao céu e o cumprimento da promessa da descida do Espírito Santo.
    A descrição da Sua fisiologia, dos milagres, das Suas palavras, do que aconteceu com seu corpo, Sua morte e ressurreição, não teve outro objetivo senão o de instigar no âmago dos corações e mentes humanas a busca pelo verdadeiro sentido da vida, fazendo-se a si mesmo o único caminho para chegarmos a este destino. Certamente com a necessária e plena compreensão da física quântica, entenderemos também a plenitude do sentido destas suas palavras: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida e ninguém vem ao Pai a não ser por mim".
     Os cerca de cinquenta e seis milagres descritos no Velho Testamento tinham o objetivo de trazer cura, libertação, provisão e revelação, mas nenhum deles teve o objetivo de mostrar o caminho para a eternidade. Em 2016, após participar da Conferência Ciência e Fé daquele ano, num almoço promovido pelo grupo da Igreja em que estou inserido, comecei uma profícua conversa com uma senhora católica e invariavelmente esbarramos na questão da natureza divina de Jesus, quando lhe apresentei este canal, cujo nome é "As duas testemunhas" e disse-lhe que o testemunho que estes dois homens haverão de dar, abriria o entendimento para esta questão, pois assim como Jesus, estes também farão grandes sinais sobrenaturais, morrerão por três dias, ressuscitarão e serão ascendidos ao céu diante dos olhos de todos os povos da terra (Apocalipse 11:7-13).


Desde Sua gestação por Maria, a vida de Jesus foi repleta de sinais quânticos que se materializavam

  Após nossa conversa, convidei-a a participar da conferência deste ano de 2017, passando a enviar-lhe artigos atinentes ao tema e tendo-a lembrado quando se aproximava os dias deste evento. Tendo uma visão perspicaz e igualmente maravilhada com as características singulares tanto espirituais quanto morfológicas de Jesus, tanto ou mais que eu, talvez pelo fato de ser médica, após a convenção, discutimos sobre o tema do Dr. Schroeder, de que Deus usa a natureza para trazer os fatos sobrenaturais à existência, quando uma luz se acendeu após uma questão que levantei: Se Deus se utiliza dos elementos da natureza para  ocasionar o sobrenatural, que elementos Deus usou para que os milagres de Jesus existissem como para fazê-lo andar sobre as águas? para expulsar demônios, ressuscitar mortos, trazer visão a cegos, surdos ouvirem, paralíticos andarem, para acalmar a tempestade, sua transfiguração, a multiplicação dos pães, a pesca abundante e muitos outros mais? Eis a resposta que a Dra Waldélia apresentou: "Não, com Ele não é assim, com Ele é diferente, Ele é a própria natureza criadora e tem os mesmos atributos de Deus. Deus usava seus ungidos como coparticipantes dos milagres, Jesus é a própria essência de Deus, por isso não necessitava dessa coparticipação.
   Após esta conversa percebi que tinha um terreno muito fértil pela frente, disse-lhe que escreveria um artigo abordando esta temática e que contaria com sua participação.
    Como explicar ante a metafísica e física quântica, a divisão de línguas ocorrida durante a construção da torre de Babel, quando trabalhadores que falavam a mesma língua não podiam se comunicar, por  começarem a falar idiomas diferentes? No evento de pentecostes, já no Novo Testamento este fato ocorre ao contrário, quando pessoas de diferentes nacionalidades, que falavam idiomas diferentes, passam a se entender numa nova língua. Parece haver certos detalhes do mistério de Deus ainda não explicáveis pela ciência humana. Somos cristãos e cremos que Jesus é o RENOVO, Ele veio para atualizar a antiga aliança, proporcionando-nos um nível de liberdade, que nos permitisse questionar qualquer fato que nos é apresentado, sem o temor de incorrermos em pecado. Em Romanos 11:33 Paulo escreveu: Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!
    O Novo Testamento está repleto de dicas para trilharmos o caminho em direção ao Reino da Eternidade, vamos seguir esta dica dita por Cristo registrada no livro de Lucas 17:20-23: "O Reino de Deus não vem com visível aparência". Era um dia de sábado, sagrado para os judeus, quando não trabalham até o pôr do sol. Jesus se reuniu com líderes fariseus no café da manhã e um homem com sinais de hidropisia se pôs diante dele, e no uso de sua particular educação, perguntou aos fariseus se era lícito curar no sábado, ao que calaram-se, e sentindo-se liberado pelo dono da casa, curou-o. Como não era lícito exercer qualquer atividade braçal no sábado, senão a meditação nas escrituras, Jesus aproveitou para falar acerca do Reino de Deus e seus princípios, usando de diversas parábolas. 
     Em suas palavras Jesus falava de mudanças de atitudes necessárias para se tornar um de seus discípulos e poder adentrar ao Reino Eterno, que em poucos dias se instalaria na terra. Falava das desculpas que usamos para não nos ocuparmos com as coisas deste Reino, de humildade, de desapego, prevendo as dificuldades que o cristianismo encontraria pela frente e preparando o povo para esta realidade, para que não deixassem o sal se tornar insípido, ou seja, que Suas palavras fossem esquecidas, faz recomendações aos pastores sobre o amor por suas ovelhas (a ovelha perdida), pelos pobres e pecadores (ceia com os excluídos), sobre o pecador arrependido (a dracma perdida), sobre aqueles que abandonam a fé, se arrependem e voltam à congregação (filho pródigo), sobre o mordomo infiel (avareza), do esforço para se conquistar o Reino de Deus, sobre o adultério, sobre a indiferença para com os necessitados (O rico e Lázaro), sobre os escândalos na Igreja, sobre o perdão ao próximo, sobre a humildade no ministério, ou seja, neste dia Jesus falou sobre as principais recomendações deixadas para a Igreja. A Igreja cristã, é portanto, o instrumento do Criador do universo para manter o caminho que levará a humanidade ao caminho da eternidade!
  Antes de ascender ao céu após sua ressurreição e os quarenta dias de convivência com seus discípulos, Jesus despedia-se deles, que rogavam que permanecesse um pouco mais, porém o mestre lhes disse que era necessário que subisse para que viesse o Espírito Santo. Há neste episódio uma série de fatos quânticos, Jesus falava de forma quântica com muita naturalidade. O Reino de Deus não vem com visível aparência, o Espírito Santo é o embaixador do Reino de Deus até Jesus retorne (João 16:7-16). Não o vemos, mas o percebemos e sentimos, e por Ele, podemos ver fatos físicos, como curas, milagres e maravilhas, dons de visão, de profecia e outros dons.


A pomba tornou-se o símbolo do Espírito Santo quando foi vista descendo até Jesus em seu batismo

   O Espírito Santo é uma pessoa que ouve, vê, sente e fala por meio dos profetas, Ele existe mas não podemos vê-lo, logo é subatômico, quântico. De forma quântica nos convence da verdade e do pecado, e interagindo com um ser quântico, passamos a ter atitudes quânticas, passamos a ser pessoas também espirituais. O Espírito Santo atua em nosso intelecto, emoções e sentimentos e não podemos identificar algum elemento da natureza que se utiliza para interagir conosco, a não ser a nossa própria natureza humana. 
  Como intelecto, emoções e sentimentos são elementos abstratos, creio que não podemos catalogá-los em escalas atômicas ou subatômicas, assim sendo, temos de admitir que ainda existem mistérios de Deus que não podemos identificar dentro do atual estágio de conhecimento científico humano, embora possamos também admitir que princípios quânticos que agora conhecemos tem nos esclarecido boa parte das inúmeras indagações que fazíamos até poucas décadas atrás, no que se refere ao Reino de Deus. 
  Podemos vislumbrar que na medida em que a ciência cresce em conhecimento e este conhecimento quântico é revelado aos povos juntamente com as revelações (caminho) deixados por Jesus, mais e mais nos aproximaremos da concretização do Reino na terra.
    Que Deus Pai, Filho e Espírito Santo nos guie e ilumine nesta caminhada!

      Por Nelsomar Correa em 22 de maio de 2017


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